Alcione defende escolas e diz: ‘nesse país os caras roubam na Petrobras e a culpa é do samba’

Grupo Especial - Rio Mangueira Mocidade Alegre
Romulo Tesi
Escrito por Romulo Tesi

A cantora Alcione saiu em defesa das escolas de samba na polêmica sobre o corte da verba repassada pela prefeitura do Rio de Janeiro. Neste domingo, a Marrom lançou um apelo ao prefeito Marcelo Crivella para que ele mantenha 100% dos recursos e fez um alerta contra a marginalização do samba.

“Agora quero falar de Mangueira. Nós no Rio estamos muito insatisfeitos porque o prefeito resolveu cortar metade da verba do Carnaval de todas as escolas. Acho o seguinte: nesse país, os caras roubam lá na Petrobras e a culpa é do samba. Os caras roubam no fundo de pensão e a culpa é do samba. O samba já foi tão marginalizado que eu espero que o prefeito reveja isso e volte atrás”, disse Alcione durante sua participação no programa “Domingão do Faustão”, da TV Globo.

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A mangueirense Alcione se prepara para se homenageada no Carnaval de São Paulo. A cantora será o tema do desfile da Mocidade Alegre em 2018.

O enredo foi batizado como “A voz marrom que não deixa o samba morrer”. A cantora maranhense completará 70 anos de idade no próximo mês de novembro.

Entenda o caso

Crivella anunciou que pretende cortar em 50% a verba destinada às escolas de samba para investir em creches. O valor em 2017 foi de R$ 24 milhões, sendo R$ 2 milhões para cada agremiação. Como em 2018 serão 13 escolas no Grupo Especial, a expectativa era que o montante chegasse a R$ 26 milhões. Mas, conforme a Riotur (Empresa Municipal de Turismo do Rio de Janeiro), responsável por organizar a festa, já confirmou, o valor ficará mesmo em R$ 13 milhões.

A Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) anunciou que, sem os R$ 13 milhões, os desfiles ficam inviáveis em 2018, e decidiu suspender as apresentações até que as partes cheguem a um acordo. A entidade espera conseguir um encontro com o prefeito, algo que vem tentando há meses, sem sucesso.

Na última sexta-feira, a Riotur disse, em nota, que o Carnaval está garantido e afirmou que vai buscar na iniciativa provada os recursos para as escolas. Mas confirma que as creches são prioridade.

Em resposta, sambistas realizaram um protesto no sábado. O grupo se concentrou em frente ao edifício administrativo da prefeitura, na Cidade Nova, e caminhou até a Marquês de Sapucaí.

Sobre o autor

Romulo Tesi

Romulo Tesi

Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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