Vítimas de acidente com carro da Unidos da Tijuca processam escola e Liesa

Grupo Especial - Rio Liesa Unidos da Tijuca
Pilar Olivares/Reuters
Romulo Tesi
Escrito por Romulo Tesi

Vítimas do acidente com o carro alegórico da Unidos da Tijuca, ocorrido na segunda-feira de Carnaval, no Sambódromo do Rio, entraram com três ações na Justiça por danos materiais e morais contra a escola. Doze pessoas se feriram na queda de uma plataforma de uma alegoria, quando esta entrava na avenida. A Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) é ré em dois dos processos, segundo a assessoria de imprensa do PJERJ. As informações são da Agência Brasil.

Em um dos processos, o juiz Rafael Cavalcanti Cruz, da 52ª Vara Cível do Rio, concedeu liminar obrigando a Unidos da Tijuca a pagar 20 sessões de fisioterapia para a bailarina Joana Araújo Martins, sob pena de multa diária de R$ 300 em caso de descumprimento. Cruz afirma que, por ser bailarina, Joana precisa se restabelecer para voltar a trabalhar.

As outras duas ações foram distribuídas para a 9ª e a 19ª varas cíveis do Rio.

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Segundo investigação da polícia, a queda foi causada por falha humana, já que apenas duas das quatro traves do elevador hidráulico que sustentava o terceiro andar do veículo foram acionadas.

A Unidos da Tijuca diz ter prestado suporte a todos os feridos.

MP cobra segurança

No início deste mês, 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital do Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou um inquérito civil para exigir o “aperfeiçoamento das medidas de segurança”, conforme diz o comunicado do órgão.

Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Corpo de Bombeiros do Rio, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) e Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) foram alvo de questionamentos.

Sobre o autor

Romulo Tesi

Romulo Tesi

Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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