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Carnavalesco da Vila Isabel diz que teve Facebook invadido e nega autoria de críticas à Mangueira

Edson Pereira, carnavalesco da Vila Isabel – Divulgação/Vila Isabel

O carnavalesco Edson Pereira, da Vila Isabel, negou que tenha sido o autor de uma postagem em seu perfil de Facebook, em que critica, indiretamente, o desfile da Mangueira, sobre Jesus Cristo.

A frase publicada foi: “Fantasia de índio, não pode. Fantasia de nega maluca, não pode, mas ridicularizar Jesus Cristo, pode! Hipócritas”.

Na sequência, Pereira recebeu muitas críticas, e a postagem foi apagada.

No final da tarde, o artista disse que teve celular clonado e o Facebook, invadido, e culpou o hacker pela declaração.

A escola afirma que o post “não condiz com a opinião do artista ou da direção da Vila”.

Vila Isabel 2020 – Gabriel Nascimento/Riotur

“Fui surpreendido com mensagens que não foram postadas por mim nas redes sociais”, disse Pereira, que continua: “Respeito todas as manifestações artísticas que passaram na Sapucaí neste e em todos os anos, todas as classes sociais e, como um artista negro, senti-me profundamente ofendido e triste quando vi que minhas redes foram invadidas e mensagens ofensivas, lá postadas.”

O carnavalesco também anunciou que “medidas serão buscadas junto aos órgãos competentes”.

A Vila Isabel ficou na 8ª posição no Carnaval com o enredo sobre Brasília, em que a história da cidade foi contada por meio de uma fábula indígena.

Leia o comunicado de Edson Pereira na íntegra:

Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2020

CARTA ABERTA AO PÚBLICO

Sou carnavalesco há anos. Respeito o Carnaval como manifestação máxima da Cultura Popular brasileira e me sinto honrado de participar dele.

Contudo, hoje, fui surpreendido com mensagens que não foram postadas por mim nas minhas redes sociais.

Respeito todas as Escolas de Samba, todas as manifestações artísticas que passaram na Sapucaí neste e em todos os anos, todas as classes sociais e, como um artista negro, senti-me profundamente ofendido e triste quando vi que minhas redes foram invadidas e mensagens ofensivas, lá postadas.

Reitero minha indignação com aqueles que, usando táticas covardes, tentam atacar a minha imagem, a imagem do trabalho das minhas amigas e amigos artistas, e a imagem do Carnaval como um todo.

Por fim, informo que medidas serão buscadas junto aos órgãos competentes e finalizo parabenizando o belo Carnaval de 2020.

Obrigado a todas e todos.

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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