Setor 1

Crivella reafirma que não dará dinheiro para escolas de samba do Grupo Especial

Sambódromo da Marquês de Sapucaí em 2019 – Richard Santos/Riotur

Com BandNews FM

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, reafirmou nesta sexta-feira, 30, que não haverá aporte financeiro municipal para as escolas de samba do Grupo Especial. A medida atinge qualquer evento com cobrança de ingresso, conforme o político já havia ameaçado.

“As escolas do Grupo Especial não vão receber mais subvenção da prefeitura. A prefeitura não dará subsídio a nenhum evento que cobre ingresso. Permanece o suporte financeiro ao Réveillon, ao Carnaval da Intendente Magalhães e outros eventos da cidade”, declarou o prefeito.

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta, o presidente da Riotur, Marcelo Alves, já adianta a decisão de Crivella.

Atualmente, na comunidade do samba, a decisão não chega a causar surpresa. Desde que assumiu o posto de prefeito do Rio, Crivella vem realizando reduções a cada ano na verba, sempre cortando pela metade. Primeiro diminuiu de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão, no Carnaval 2018. Para o ano seguinte, a subvenção caiu para R$ 500 mil.

Em maio deste ano, em entrevista ao programa Ponto a Ponto, do BandNews, já havia prometido que não daria “nem um centavo” para as escolas de samba (veja aqui).

A prefeitura chegou a lançar uma campanha em vídeo defendendo o fim dos repasses para as agremiações. No filme, a gestão municipal afirma que gasta R$ 70 milhões dos próprios cofres somente com as escolas, valor bem maior que o anunciado no início do ano pela administração Crivella. Além disso, no site Rio Transparente, consta gastos realizados de R$13.559.500,85 no chamado “Projeto Carnaval”.

Ao O Globo, Alves sinalizou que é possível que seja feita uma exceção às escolas da Série A (Acesso), reunidas pela Lierj. Apesar de os desfiles terem cobrança de ingresso, a receita é bem menor em comparação com a Liesa por causa dos valores e da lotação do Sambódromo.

Prefeito do Rio, Marcelo Crivella – Renan Olaz/CMRJ

Patrocínios

A subvenção para as agremiações da Intendente Magalhães, a princípio, está mantida. Parte do dinheiro já está garantida, segundo a prefeitura: R$ 27 milhões, da empresa Dream Factory.

Além disso, a Riotur busca mais patrocinadores. A primeira tentativa, porém, não deu certo. Até a última segunda-feira, 26, a empresa de turismo municipal não havia recebido propostas de empresas interessadas em apoiar financeiramente o Carnaval.

A Riotur aumentou o prazo para mais 60 dias, segundo a assessoria de comunicação. Ainda segundo a empresa de turismo, há negociações avançadas.

Uma diferença para 2019 é que a Riotur foi ao mercado em busca de patrocinadores para o Grupo Especial, e contava com dinheiro da Uber. A empresa, porém, desistiu do apoio após a prisão do então presidente da Mangueira, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira.

Dessa vez, os eventuais recursos serão destinados também aos concursos de bandas carnavalescas, coretos e Folião Original e instalação de painéis de led no Sambódromo. No entanto, Crivella negocia com o governador do Rio, Wilson Witzel, a transferência da gestão da Passarela do Samba para a administração estadual.

Em 2019, o governador virou o “salvador da pátria” das escolas, ao conseguir R$ 15 milhões da Light, por meio de renúncia fiscal. Não por acaso, Witzel é visto por alguns dos dirigentes do samba como um “messias” do Carnaval. Até o momento, porém, não há sinalização de que o governo vai assumir a subvenção.

Romulo Tesi

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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