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Dispersão | Dudu Nobre, samba ‘reciclado’, Mocidade, Dom Marcos, Darlan Alves, Mancha Verde, Crefisa

Dudu Nobre na concentração da Sapucaí – Romulo Tesi

Reciclagem
O samba de Dudu Nobre derrotado na Unidos da Tijuca no ano passado ganhou uma segunda chance de ir para a avenida. Só que bem longe da Marquês de Sapucaí: a obra, encomendada, será a trilha sonora do desfile da Camisa 12, escola do Acesso 2 de São Paulo, em 2020.

Sai pavão, entra pantera
Claro que o samba – cuja torcida é imensa – não foi copiado ipsis litteris – mas é quase isso. Na adaptação, as menções à Unidos da Tijuca e ao pavão foram trocadas por Camisa 12 e a pantera, símbolo da escola corintiana.

Assinatura
Mudaram também a assinatura. Na Tijuca, o samba era assinado, além de Dudu, por Thompson, Paulo Oliveira, Amaral e Anderson Benson. Na Camisa 12 aparece creditado somente a “Dudu Nobre & Cia”.

Resultado
Para ouvir como ficou: aqui a versão original; aqui, a nova.

Enfrenta o mal
O aclamado samba de Sandra de Sá e parceiros vencedor na Mocidade Independente de Padre Miguel sofreu mudanças na letra. A escola divulgou nesta segunda-feira, 16, as alterações. A principal delas, na opinião do blog, foi a troca do trecho “Brasil, esquece o mal que te consome” por “Brasil, enfrenta o mal que te consome”.

Elza Soares no abre-alas da Mocidade em 2019
Elza Soares no abre-alas da Mocidade em 2019 – Gabriel Nascimento/Riotur

Salve
Outras mudanças foram: “esqueça a dor” por “vencer a dor”; “és a estrela” virou “eis a estrela”; “a resistência em oração” para “resistência em nosso chão”; e por fim, o trecho “canta, Mocidade” foi alterado para “salve a Mocidade”, que remete ao samba exaltação da escola, gravado justamente pela homenageada no enredo, Elza Soares.

Dom
Um dos maiores compositores da história do samba paulista, Dom Marcos, falecido em junho deste ano, será homenageado no Samba-Enredo Social Clube, projeto pilotado pelo intérprete Darlan Alves. A roda acontece na próxima quinta-feira, 19, no bar Oh! Freguês, na Praça da Matriz, 145, na Freguesia do Ó, em São Paulo.

Marcos
O sambista homenageado passou por várias escolas, sempre deixando sua marca (com o perdão do trocadilho): Cabeções de Vila Prudente, Nenê de Vila Matilde, Rosas de Ouro, Mocidade Unida da Mooca, Dom Bosco, Unidos de São Lucas e Colorado do Brás. “Babalotim, a história dos afoxés”, da Leandro de Itaquera (1989), “Do iorubá ao reino de oyó”, da Cabeções de Vila Prudente (1981), e “Catopês do milho verde – De escravo a rei”, da Colorado do Brás (1988) são três casos de sambas cultuados pelos amantes do gênero pelo Brasil, não só em São Paulo.

Elenco
Também participam da super roda: Eliana de Lima, a primeira voz feminina do Carnaval de São Paulo, e os cantores Agnaldo Amaral, da Nenê de Vila Matilde, Celsinho Mody, da Acadêmicos do Tatuapé, e Ernesto Teixiera, dos Gaviões da Fiel.

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Em tempo 1
Darlan Alves ainda não tem escola para 2020, mas não ficou sem trabalho na temporada de disputas de samba. Inclusive defendeu o samba o samba da parceria de Dominguinhos do Estácio na Viradouro. Em São Paulo, foi campeão, como compositor, na Mancha Verde e na Império de Casa Verde.

Darlan Alves na Viradouro – Divulgação

Mancha
Por falar na atual campeã de São Paulo, a Crefisa repassou mais R$ 630 mil à escola palmeirense por meio da Lei Rouanet. A agremiação já captou R$ 2,06 milhões para 2020 pelo mecanismo – tudo obtido junto à financeira. A Mancha está autorizada a levantar até R$ 4.030.569 pela lei.

Romulo Tesi

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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