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40 anos sem Elis Regina, por Bruno Filippo

Elis Regina – Divulgação

Bruno Filippo*

As quatro décadas da morte de Elis Regina, completadas neste 19 de janeiro, continuam a encerrar o epiteto de “a maior cantora brasileira” que lhe é atribuído. Bem ao contrário, sua ausência serve como guia para entender sua obra e seu legado – e um Brasil que, se hoje parece distante, ainda é referência para as novas gerações.

Dona de uma voz potente, reflexo da influência das cantoras do rádio, sobretudo Angela Maria, Elis soube aliar emoção e técnica. Quando despontou no cenário cultural brasileiro, vivia-se uma ebulição. A bossa-nova atraia cada vez mais músicos e cantores, ao passo que a jovem guarda fazia a cabeça da juventude.

Elis foi original porque criou um estilo próprio que lhe permitiu cantar muitos gêneros, sem enquadrar-se por completo em cada um deles. E, nisso, estava próxima da MPB – seja porque esta sigla abrange diversos estilos, seja porque ajudou a revelar muitos nomes que se tornaram canônicos. Ela cantou bossa-nova, samba, jazz e rock.

A MPB é fruto da Era dos Festivais; e Elis, sua primeira grande estrela. Estão, portanto, entrelaçadas desde a origem de ambas.

*Bruno Filippo é jornalista e sociólogo.

Este texto não reflete necessariamente a opinião do Setor 1.

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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