Home » Escultura de Diabo comparada a Crivella é confirmada em desfile

Escultura de Diabo comparada a Crivella é confirmada em desfile

Crivella caracterizado como diabo pela Sossego – Reprodução/Facebook

O Acadêmicos do Sossego decidiu que vai mesmo levar a escultura de Diabo, cuja foto vazou recentemente, para o desfile da escola. A apresentação, pela Série A do Carnaval carioca, será no dia 1º de março.

A obra ficou famosa sobretudo por ter sido comparada, em comentários nas redes sociais, ao prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, já que as feições são semelhantes.

Apesar da polêmica, o presidente do Sossego, Wallace Palhares, disse ao Setor 1 que a escultura será usada na apresentação – a escola cogitava descartar a obra. Ela virá no último carro, que representa um terreiro destruído.

“Vai, sim (para o desfile), mas como o ‘demônio da intolerância’, não como o prefeito, como dizem”, afirmou Palhares ao blog.

“Não foi a nossa intenção fazer nada referente a ele, não pensamos em atacar ninguém, mas caiu no imaginário popular”, completou o dirigente.

Leia também:
Um nerd no samba: Jorge Silveira leva universo geek e Lego para o Carnaval
Lei Rouanet: Escolas do Grupo Especial do Rio captam só 6% do total aprovado
Veja a lista de jurados do Grupo Especial do Rio de 2019
Tuitaço pede Carnaval sem verba pública
Acesso de SP receberá mais verba que escolas do Especial do Rio
Viúva de Marielle desfilará na Mangueira: ‘vai ter Carnaval, amor, resistência e luta’
Escola de samba de SP fará crítica ao PSDB

Na ocasião do vazamento, dirigentes da escola chegaram a confirmar que se tratava, de fato, de uma crítica a Crivella, mas que a direção decidiria se levaria a escultura para a Sapucaí. Horas depois, no entanto, o presidente negou que a obra retratava o prefeito, sem confirmar, no entanto, a retirada da obra do desfile.

Enredo

O tema do desfile do Sossego, por si só, já prometia polêmica. Com o desafiador título “Não se meta com minha fé, acredito em quem quiser”, o enredo promete falar sobre intolerância religiosa, tendo o ‘santo’ dos traficantes mexicanos – Jesus Malverde – como protagonista. O desenvolvimento ficou a cargo do carnavalesco Leandro Valente.

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

9 comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

  • Até quando Brasil irá patrocinar e parar produção do PIB por conta desse lixo chamado CARNAVAL? Sabemos que 95% da população brasileira não gosta de carnaval devido sua patologia de cloroformes fecais nos preparativos durante toda ano, as prostituições, drogas, homicídios, acidentes de trânsito, assaltos, etc que acontecem. Vamos acabar com essa festa apoiada por quadrilhas perigosas que tentam desestruturar a família de toda forma. Rede Grobo de TV, nada haver com vc!

    • Cadê a pesquisa que mostra que 95% da população brasileira não gosta de carnaval? Hahahaha
      Quem te deu o direito de achar que fala pela população? Você não gosta de carnaval, eu também não, mas daí virar porta-voz da “família” brasileira, pior ainda, se apoiando em dados fictícios. É apenas mais um gladiador dos teclados que fica com essa conversa marota que não se sustenta com nada. Vá ler, estudar, fazer algo produtivo ao invés de tentar cercear a diversão alheia (é o que faço).

  • Pura falta de respeito, sabendo que o Prefeito é evangélico. Se eu fosse o Prefeito entraria com uma liminar no dia do desfile, impedindo o carro alegórico de desfilar e faria a escola de samba provar do seu próprio veneno, perdendo pontos por falta da alegoria e sendo rebaixada par a série B. Comparar o prefeito ao diabo é a mesma coisa que dizer que o mestre de bateria e o carnavalesco da escola são duas porcarias (guardadas as devidas proporções). Respeito é bom e cabe em todas as ocasiões.