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Gaviões da Fiel levará bandeiras antifascistas e antirracistas das ruas para o Carnaval em 2021

A Gaviões da Fiel, junto de outras torcidas, vem participando ativamente de protestos antifascismo e antirracismo pelo país. Agora a escola de samba quer levar para o Anhembi as mesmas bandeiras.

Neste domingo, a agremiação divulgou o tema do enredo para o Carnaval 2021: “Basta”, contra várias mazelas que afetam o mundo e o Brasil especialmente, contra o fascismo, o racismo e em defesa de valores como cidadania e democracia.

Um vídeo divulgado pela escola serve como apresentação do tema, que será desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros, em seu segundo Carnaval na agremiação corintiana.

Em dois minutos, a escola resume em imagens e palavras de ordem o que deseja apresentar – e combater – no próximo desfile. Há menções inclusive à Democracia Corintiana, movimento dos anos 1980 em que jogadores se posicionavam abertamente contra a ditadura militar e defendiam eleições diretas.

O negro norte-americano George Floyd, assassinado por um policial, e o jovem João Pedro, de 14 anos, morto em operação policial em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, também são lembrados.

Assista:

No último dia 31 de maio, membros da Gaviões e outras torcidas, inclusive de clubes rivais, realizaram um grande protesto na Avenida Paulista contra o fascismo e o racismo, cobrando democracia e com gritos de pedidos de “Ditadura Nunca Mais”.

Um dos principais alvos foi o presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo.

Bolsonaristas presentes no local se envolveram em discussões com torcedores e houve confusão. A Polícia Militar interveio com uso de força e gás para dispersar os manifestantes.

O ato marcou o início de uma reação no país – em parte também motivada pelas manifestações nos EUA pela morte de George Floyd – contra pautas autoritárias e preconceituosas. Outros protestos passaram a acontecer semanalmente, em várias cidades do Brasil.

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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