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Liesa cogita desfiles entre maio e julho de 2021

Desfile da Viradouro campeão de 2020 – Fernando Grilli/Riotur

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira, disse nesta segunda-feira, 9, após reunião na sede da entidade, que os desfiles podem acontecer entre maio e julho de 2021, com mais chances de que sejam realizados entre fins de junho e início do mês seguinte.

“Mas tudo depende dos estudos das autoridades sanitárias, se haverá recurso, se a TV [Globo] topa”, ponderou Castanheira ao atender a imprensa após o encontro com representantes das agremiações e outras autoridades do Carnaval. A entrevista foi transmitida pelo Srzd.

O dirigente reforçou que nada está definido, e que as escolas seguem em reunião permanente, com espaço para sugestões de atividades. Há a possibilidade inclusive da realização de lives com as disputas de samba-enredo das escolas, projeto que tem como promotor o conselheiro da Beija-Flor, Gabriel David.

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Na prática, tudo depende do advento de uma vacina contra Covid-19 e da garantia de dinheiro para reativar a cadeia produtiva das escolas. No caso da primeira, as últimas notícias são positivas, e fala-se em vacinação da população em março, segundo estimativas da Fiocruz.

Dinheiro

Já o dinheiro ainda não está garantido. Com a reabertura das quadras, as escolas voltarão a ter uma receita que evaporou durante a pandemia. Mas o que ainda turbina os barracões são os recursos da venda dos direitos de TV e a ajuda estatal – dinheiro esse que, nos últimos anos, veio do governo estadual, dado o corte promovido pelo prefeito Marcelo Crivella.

Ainda que o líder nas pesquisas seja Eduardo Paes, alguém simpático ao Carnaval, não é seguro afirmar atualmente que, caso eleito, retome a subvenção. Ainda mais num cenário de crise pós-pandemia. Castanheira afirmou que vem conversando com todos os candidatos, mas as escolas já escolheram Paes.

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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