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‘O ano todo para mim é festa’, diz portelense que ganhou surpresa de amigos na quarentena; vídeo viralizou

Tio Marquinhos dança com a flores ao som de “Portela na Avenida”: cena emocionou a turma do samba – Reprodução/Twitter

O aposentado Marcos Barcelos completou 70 anos na última terça-feira, 14, mas teve que adiar a festa por causa da pandemia de coronavírus. O aniversário, porém, não passou em branco. Os amigos se juntaram e organizaram uma surpresa para ele, que ganhou uma homenagem com flores, foguetório e carro de som – tocando samba da Portela, sua escola do coração, é claro.

“Eu não esperava essa homenagem dos meus amigos, fiquei doido de alegria. Muito bom ter amigos para esses momentos de felicidade que passam pela vida. Temos tristezas, mas também muitas alegrias. O ano todo para mim é festa”, disse tio Marquinhos, como também é chamado, ao Setor 1.

O portelense protagonizou mais uma das cenas emocionantes proporcionadas pelo isolamento social dos tempos de pandemia de coronavírus. Em vídeo publicado no Twitter pela porta-bandeira Amanda Poblete, da Viradouro, Marquinhos aparece com as flores na mão dançando e sambando diante de um carro de som, que toca “Portela na Avenida, acompanhado por familiares e vizinhos. E debaixo de chuva.

O vídeo foi compartilhado por famosos, como a porta-bandeira da Portela, Lucinha Nobre e o ex-prefeito portelense Eduardo Paes, além da própria escola. Marquinhos é, inclusive, da Ala dos Compositores da Portela desde 1998, com algumas finais no currículo. O autor tem uma vitória conquistada na Tradição, em 2008.

O poeta assina seus sambas como Marquinho Imperador, título tirado do nome da rua em que mora, em Realengo, na zona oeste do Rio.

“Fui criado em Madureira, e depois que casei vim morar em Realengo. Mas tenho a Portela no meu coração sempre”, declara-se o sambista, que não vê a hora de voltar à quadra da escola – e não só a Portela.

Marquinhos na quadra da Portela, antes da pandemia – Arquivo pessoal

“[Depois da pandemia] Vou continuar fazendo aquilo sempre fiz, frequentando a Portela. Mas costumo ir à Mocidade também”, contou Marquinhos, que tem acompanhado pela internet a disputa de samba de outra escola vizinha, a Unidos de Padre Miguel, da Série A.

Apesar da ansiedade, Marquinhos preza a saúde e não tem pressa para retomar a rotina de sambista.

“Um dia essa pandemia vai acabar, e a nossa rotina, de todos o povo carioca, vai voltar”, prevê o portelense, que ainda não pensa na “festa da forra” no próximo aniversário, mas admite: “por mim a comemoração pode começar até amanhã”.

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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