Setor 1

Escolas da Série A ainda não sabem quando receberão dinheiro da prefeitura do Rio

Estácio de Sá 2018 – Fernando Grilli/Riotur

As escola de samba da Série A seguem no escuro em relação à verba da prefeitura do Rio. A menos de 40 dias dos desfiles, as agremiações da segunda divisão do samba carioca ainda não sabem quanto, quando e nem se vão receber algum dinheiro. Pelo menos oficialmente.

Uma das reclamações na Lierj e agremiações associadas é que não há um contato oficial da administração Marcelo Crivella – o contrato ainda não foi assinado. Para ficar sabendo de algo, somente pela imprensa. Como no caso da entrevista do secretário de Casa Civil, Paulo Messina, ao jornal O Dia.

Messina afirmou que a verba estava garantida, mas anunciou um valor menor que o esperado – R$ 250 mil, praticamente metade do repassado em 2018. Mais: o secretário declarou que a redução se deu por um pedido da Lierj, o que a entidade negou em comunicado de tom enérgico.

Crise

A prefeitura alega passar por uma crise financeira. Até o fim de 2018, acreditava-se que a arrecadação com o IPTU, no início deste ano, resolveria o problema da subvenção para as escolas de samba. Messina previu o pagamento em janeiro, mas não houve, até o momento, segundo a Lierj, um contato oficial.

Fora eventuais e pouco significativas receitas próprias, as escolas contam com recursos da venda de direitos de transmissão da TV Globo e da comercialização de ingressos – estes, ainda assim, vendidos a preços populares.

Para manter os barracões funcionando, na medida do possível, o jeito é apelar para ajuda de parceiros e amigos. Isso num ano em que algumas chegaram a ser despejadas.

Romulo Tesi

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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