Setor 1

Campeã do Carnaval do Rio, Viradouro fabrica máscaras para prevenção ao coronavírus3 min read

Sereia da comissão de frente da Viradouro, campeã de 2020 no Rio – Fernando Grilli/Riotur

A Viradouro, atual campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, entrou no esforço de combate ao coronavírus e está ajudando a fabricar máscaras. Serão cinco mil unidades somente na primeira fase da iniciativa.

A escola cedeu os materiais para a produção das máscaras, que estão sendo feitas em uma confecção que presta serviços à agremiação há alguns anos. Os trabalhos começaram na última quarta-feira, 1.

As máscaras serão distribuídas na quadra da Viradouro, no Barreto, em Niterói, inicialmente para os componentes que desfilaram em 2020, mas a ideia é manter a produção por mais tempo, para beneficiar mais pessoas.

“Havia algumas peças inteiras de TNT, ainda embaladas, e peguei logo, pra começar a trabalhar. Aqui no ateliê, eu tinha alguns tecidos que restaram do trabalho que fiz pra Viradouro este ano. São tecidos sugeridos pelo Ministério da Saúde, como algodão, por exemplo, e também vamos aproveitar. Tudo já foi devidamente higienizado, seguindo as normas do pessoal da Saúde”, disse Kátia Paz, proprietária da confecção.

Em entrevista ao site Carnavalesco, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, afirmou que a liga está coordenando um mutirão para que 14 escolas de samba participem produzindo máscaras e aventais.

Ensaboa

A Viradouro tem se movimentado nas redes sociais em campanhas de prevenção ao Covid-19. E conta com a trilha sonora perfeita: o próprio samba da escola de 2020. O trecho “oh, mãe, ensaboa, mãe, ensaboa, pra depois quarar”, hit do Carnaval, ganhou uma versão nova: “ensaboa a mão”.

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Publicado por Unidos do Viradouro em Quarta-feira, 18 de março de 2020
Romulo Tesi

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.