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Pai Santana será enredo de escola de samba vascaína

Pai Santana é enredo da União Cruzmaltina, escola de samba de torcedores do Vasco

O mítico massagista Eduardo Santana, o Pai Santana, será enredo no Carnaval de 2023 da União Cruzmaltina, escola de samba de torcedores do Vasco, que desfila na Série Prata (equivalente à terceira divisão do samba) do Rio de Janeiro.

“Em 2023 vamos saudar toda a representatividade, religiosidade e fidelidade de uma grande figura da nossa história. Vamos invocar a força de Pai Santana para trazer os bons ventos e afastar todo o mal”, publicou a agremiação em seu perfil no Instagram.

Tratado como ídolo pela torcida vascaína, Pai Santana, além de atuar cuidando dos músculos dos jogadores, ficou mais conhecido pelos trabalhos espirituais para “amarrar” os adversários. Umbandista, ele dizia ascender velas para a Cabocla Jurema e o Caboclo Pena Branca no vestiário do time.

Entrevista de Pai Santana em que fala dos trabalhos espirituais

Era normal ouvir Santana explicar aos jornalistas, na véspera dos jogos, o que tinha feito para impedir os gols dos rivais e proteger os craques vascaínos.

Nos anos 1980, quando trabalhou no Kwait, surpreendeu e se tornou muçulmano, passando a ser chamado Ahmed Santana.

A dedicação e paixão ao Vasco fez com que Santana ganhasse status de ídolo e tivesse o nome gritado pela torcida antes dos jogos, religiosamente.

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Esta não será a estreia de Pai Santana no Carnaval – nem como enredo. O guia espiritual vascaíno, mangueirense, já foi Rei Congo da folia carioca. Em 2000, a Lins Imperial homenageou o massagista em seu desfile.

Este semana, o Vasco lançou uma comenda com o nome do massagista, a ser entregue a personalidades negras.

Mineiro de Andrelândia, Santana morreu no Rio de Janeiro, em 1 de novembro de 2011, aos 77 anos.

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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