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Paes chama Crivella de pipoqueiro e diz que Carnaval precisa de respeito

O portelense Eduardo Paes na Sapucaí em 2012 – Nelson Perez/Riotur

O pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo Democratas, Eduardo Paes, criticou duramente o prefeito Marcelo Crivella nesta segunda-feira, 27, durante debate da Rádio Arquibancada. Ao comentar a proposta de Crivella, que cogita realizar uma pesquisa de opinião junto à população carioca para decidir sobre a realização do Carnaval em 2021, Paes sugeriu que o adversário não quer assumir a responsabilidade.

“O prefeito é pipoqueiro, aquele jogador de futebol que não vai para a bola dividida”, declarou Paes, que prevê a saída de Crivella do cargo após as eleições deste ano.

“A vantagem é que ele não vai estar lá. Não estou dizendo que eu vou estar. Espero estar eu, mas não quero ser arrogante a esse ponto. Mas te garanto que o Crivella não vai ser o prefeito do Rio de Janeiro no Carnaval do próximo ano, graças ao nosso bom Deus”, completou.

Crivella ainda não confirmou se tentará a reeleição.

“Covardia”

Ao cortar a verba para as escolas de samba, Crivella afirmou que a prefeitura não tinha dinheiro em caixa suficiente, e que priorizaria as creches. Para Paes, é possível apoiar o Carnaval, inclusive com a tradicional subvenção, e investir em saúde e educação, por exemplo. Mesmo num cenário de crise pós-pandemia de coronavírus.

“Basta governar bem. As coisas não são excludentes”, afirmou Paes, que chamou de “covardia” a posição do prefeito. Para ele, Crivella foi “competente na sua covardia” ao convencer parte da população de que o Carnaval é gasto, não investimento.

‘Judas’ de Crivella no desfile da Mangueira de 2018 – Ide Gomes/Framephoto/Estadão Conteúdo

“A gente não foi competente para mostrar a importância do Carnaval. Nós precisamos esclarecer a população sobre a importância cultural e econômica do Carnaval”, disse. “É uma vergonha gastar uma fortuna para fazer um comercial para dizer que aquilo que traz divisas para a cidade, uma manifestação cultural importante, é uma porcaria para a cidade. Inventou números”, completou, mencionando a campanha publicitária, lançada pela prefeitura em 2019, que defendia o fim do repasse de dinheiro público para as escolas.

“Subsídio não é questão central”

Até 2016, último ano da gestão Paes, a subvenção atingiu R$ 2 milhões por escola do Grupo Especial. Após assumir em 2017, Crivella anunciou o primeiro corte, para R$ 1 milhão. No ano seguinte, uma nova “tesourada” de 50%, até zerar os repasses no ano passado.

Apesar de dizer que é possível retomar a subvenção às agremiações, Paes evitou garantir o repasse. E minimizou a importância da verba.

“A questão central não é subsídio. Carnaval precisa de respeito institucional, carinho, apoio e organização do prefeito”, afirmou.

Assista ao debate na íntegra:

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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