Setor 1

Lierj critica silêncio da prefeitura sobre verba, mas evita polêmica após escultura de Crivella

Unidos de Padre Miguel 2018 – Fernando Grilli/Riotur

A cerca de um mês do Carnaval, as escolas da Série A (primeira divisão de acesso) do Rio de Janeiro seguem sem receber a verba da prefeitura – o contrato sequer foi assinado.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a liga, que congrega as 13 agremiações do grupo, voltou a criticar a postura da administração municipal pelo silêncio. A entidade afirma não saber quando ou até quanto receberá, e que as informações chegam somente por meio da imprensa, sem um contato oficial.

“Não há qualquer informação oficial por parte do órgão público sobre valores e prazos, com a Lierj tomando conhecimento dos fatos somente através de entrevistas e matérias veiculadas pela imprensa”, declara a Lierj.

No fim do ano passado, o secretário municipal de Casa Civil do Rio, Paulo Messina, disse ao jornal O Dia que a verba para as agremiações da Série A seria paga em janeiro, e no valor de R$ 250 mil – metade do montante do último Carnaval. Messina afirmou que a redução foi um pedido da própria Lierj. A entidade negou.

“A Lierj reafirma que segue diariamente cobrando respostas, a fim de efetuar um planejamento efetivo com as escolas de samba para a realização de desfiles onde o público possa ter orgulho dos trabalhos produzidos por 13 comunidades que merecem reverência e atenção”, diz a entidade.

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A liga ainda afirma que “sempre trata os interlocutores com extremo respeito, mesmo que venham a divergir em conceitos e ideologias”, no que parece uma reação a uma polêmica envolvendo uma das escolas coligadas, o Acadêmicos do Sossego. Uma foto de uma escultura da agremiação, em que um demônio é retratado com as feições do prefeito Marcelo Crivella, circulou pela internet, dividindo opiniões. A escola negou que seja o chefe do executivo carioca, mesmo que dirigentes do Sossego tenham confirmado se tratar de Crivella.

“Sendo assim, a entidade não compactua com qualquer ataque pessoal ou ofensa, independentemente de discursos proferidos, credos, filosofias ou preferências”, declara a Lierj.

Leia abaixo a nota da Lierj na íntegra:

Lierj reafirma luta por dignidade na Série A

A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro realça que, até o momento, o contrato com a Prefeitura para o Carnaval 2019 da Série A não foi assinado. Além disso, a menos de um mês para os desfiles, não há qualquer informação oficial por parte do órgão público sobre valores e prazos, com a Lierj tomando conhecimento dos fatos somente através de entrevistas e matérias veiculadas pela imprensa.

A Lierj reafirma que segue diariamente cobrando respostas, a fim de efetuar um planejamento efetivo com as escolas de samba para a realização de desfiles onde o público possa ter orgulho dos trabalhos produzidos por 13 comunidades que merecem reverência e atenção.

Vale ressaltar, ainda, que, ao mesmo tempo em que não mede esforços para buscar uma rápida resolução dos impasses, sem abrir mão do que considera essencial para o bem do Carnaval, a Liga sempre trata os interlocutores com extremo respeito, mesmo que venham a divergir em conceitos e ideologias. Sendo assim, a entidade não compactua com qualquer ataque pessoal ou ofensa, independentemente de discursos proferidos, credos, filosofias ou preferências.

A Liga segue confiante que todas as apresentações ocorrerão de maneira limpa, criativa e respeitosa, atendendo sempre os princípios e diretrizes do regulamento.

Romulo Tesi

Romulo Tesi

Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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Romulo Tesi Jornalista carioca, criado na Penha, residente em São Paulo desde 2009 e pai da Malu. Nasci meses antes do Bumbum Paticumbum Prugurundum imperiano de Aluisio Machado, Beto Sem Braço e Rosa Magalhães, em um dia de Vasco x Flamengo, num hospital das Cinco Bocas de Olaria, pertinho da Rua Bariri e a uma caminhada do Cacique de Ramos, do outro lado da linha do trem. Por aí virei gente. E aqui é o meu, o nosso espaço para falar de samba e Carnaval.

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